Não consigo, eu juro que não consigo mais a dor é indiscritível, caí de um abismo, é um buraco vazio, não tenho como me levantar, vejo a tua mão, pedes-me para eu te dar a minha, eu dou, mas tu largas largas e deixas-me cair, cair de novo aqui.
Cada palavra que tu me dizes é um pouco mais de esperança que vamos voltar, mas será que vamos mesmo?
Será que é isso que queres?
Recordo de tudo de todas as palavras que me disseste, tenho no meu coração todas as nossas memórias, daí talvez que seja tudo tão doloroso, o meu coração palpita, palpita velozmente, inquietamente contra as minhas costelas, pergunto-me se é mesmo o meu coração que está aqui, já que esse deixei-o contigo, então o que bate dentro de mim?
Não consigo mais, esta solidão consome-me
o teu silêncio mata-me por dentro, não há palavras que eu possa dizer, não há palavras que descrevam tamanha dor.
Afinal o que dizem é verdade, só damos valor as coisas quando as perde-mos, não é que não te desse valor, porque sabes bem que sempre te dei, sempre foste tudo para mim, e isso tu sabes, sinto é que podia ter feito tanto mais, podia te ter dado tanto mais, podia ter evitado tanta coisa má.
Só quero que percebas, so quero que voltes para mim, só quero que não me esqueças.
Tenho medo tenho tanto medo, todos me dizem para ter força, mas a verdade é que tu eras a minha força, e deixaste me assim desamparada, não tenho para onde ir, não quero ir par alugar nenhum, quero ficar contigo, quero que queiras estar comigo.
Por favor volta.
Acerca de mim
- Comme une bouteille à la mer*
- Gostava de escrever grandes textos sobre certezas da vida, sobre experiencias, sobre grandes coisas filosóficas, mas não sou capaz, uso a escrita como amparo, amparo da dor, do vazio, uso a escrita como um refúgio meu, não me importanto se lêem o que escrevo ou não, uso-a porque preciso dela, é uma forma de organizar pensamentos e perceber sentimentos. É assim que sou, se tens curiosidade dá uma espreita, não te prometo que vás gostar, mas é uma escolha tua se queres arriscar :)
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